Projeto para hospital pediátrico de Harvard de consultoria brasileira vira referência

Fonte: TI Inside Online
Data: 23/08/2011

O diretor de tecnologia da Sciere, Mauricio Matsubara, fala sobre o projeto desenvolvido para a área de urologia pediátrica do Children's Hospital de Boston, vinculado à Harvard Medical School. O portal de educação colaborativa envolve a automatização de todo o processo de videoconsultas e foi criado para dar apoio a médicos em países em desenvolvimento no tratamento de doenças.

Uma solicitação para o desenvolvimento de um simples website voltado para a área de urologia pediátrica, feita pelo Children's Hospital, em Boston, vinculado à Harvard Medical School, acabou mudando a vida da pequena Sciere, empresa paulista de consultoria e desenvolvimento de ambientes educacionais e colaborativos na web. Depois de passar boa parte de 2010 desenvolvendo o projeto do novo site, a empresa foi surpreendida com o pedido para automatizar todo o processo de videoconsultas para o portal de educação colaborativa, criado para dar apoio a médicos em países em desenvolvimento no tratamento de doenças. "Agora estamos na fase de expansão para outras especialidades, que têm outras complexidades", conta o diretor de tecnologia da Sciere, Mauricio Matsubara.

O especialista explica que, além de ajudar os médicos de países em desenvolvimento, o objetivo do portal é, também, educá-los sobre os procedimentos, dos mais simples aos mais complexos, possibilitar o compartilhamento de experiências entre médicos que convivem com os mesmos problemas e aproveitar experiências vividas para ajudá-los no tratamento de casos mais complicados.

De acordo com Matsubara, o projeto desenvolvido pela Harvard Medical School envolveu a instalação de equipamentos de videoconferência em hospitais credenciados, o sistema de agendamento de videoconferências, a interface de envio de exames antes da videoconsulta para análise pela equipe de Boston. As informações disponíveis no portal foram traduzidas para 11 idiomas, que vão desde o português, espanhol e italiano até árabe, chinês, nepali, swahili (África) e tagalog (Filipinas).

Para ajudar os médicos nos procedimentos, o diretor de tecnologia da Sciere diz que foram criadas bibliotecas de vídeos em alta resolução com tutoriais sobre procedimentos de cirurgias feitas por robôs do Children's Hospital e de artigos acadêmicos, além de biblioteca de radiologia, com mil anomalias de urologia cadastradas. "Embora milhares de artigos possam ser encontrados na internet, o portal disponibiliza artigos selecionados por professores da Harvard Medical School", ressalta Matsubara, acrescentando que esse conteúdo é resultado de cinco anos de classificação acadêmica.

Para possibilitar o compartilhamento de experiências entre médicos que convivem com os mesmos problemas, ele adianta que o portal vai criar fóruns de discussões por especialidade e regiões, além de uma rede social interna, só para médicos, para troca direta de experiências. Além disso, para aproveitar experiências vividas para educar mais médicos em universidades será criada uma biblioteca de estudos de casos raros, com integração com sistema de fórum para discussão, e uma interface de exportação automática de campos de videoconsultas. Segundo Matsubara, o site se tornou um projeto de teleducação, com sistemas de apoio a aulas, videoconferência, fóruns de discussões, blogs e e-learning tradicional.

Já no banco Santander, outro case apresentado por Fregni, foi criado um círculo colaborativo. O projeto conta com três divisões: temas (onde alguém coloca algo sobre orçamento, por exemplo, e todos opinam), áreas (um departamento pode criar seu espaço, mas o ambiente é restrito à equipe) e, por fim, pessoas (cada indivíduo cria o seu, o blog do Fábio – presidente do banco – é carro chefe e recebeu 850 mil visualizações em 2010). “Já são 60 mil cadastrados, com 30 mil usuários ativos e é um número bom. Está no ar há três anos”, pontua.

Se você pensa em implantar algo e acha que pode ser muito custoso, se atente aos conselhos de Fregni: não prenda-se apenas ao modelo Facebook, ele é apenas um dos conceitos de rede social e de colaboração. Para ele, tudo o que permite colaborar é, de certa forma, uma rede social. Nesta linha de pensamento, até um blog pode ser considerado e o especialista acredita que este pode ser um bom início. “Mas uma coisa é construir blog, outra é produzir o efeito esperado. Tem casos de gestão de ideias, onde se sugere, coloca para votação e pode dar certo.”
 
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