06 Junho 2017

Parte 1: É preciso oferecer cursos mais eficazes e preços menos

Escrito por  Publicado em Blog

 

Nestes tempos de difíceis, as empresas de treinamento enfrentam uma nova realidade em seus clientes corporativos. Necessidades e possibilidades estão mudando rapidamente. E a empresa de treinamento deve procurar entender melhor essas mudanças.

  

Aqui vai uma possível leitura desse cenário.

As corporações, ao mesmo tempo em que precisam se tornar mais produtivas, dispõem de menores recursos para investir. Assim, duas forças opostas se intensificam.

De um lado empresas precisam melhorar a produtividade do trabalho e um poderoso recurso para isso é o treinamento da força de trabalho. Estudos mostram que o adequado treinamento da força de trabalho aumenta a produtividade da empresa como um todo em 10% (*), o que um número expressivo. Isso certamente é ainda mais importante quando se realoca profissionais para diferentes funções, coisa que é normal acontecer em empresa gerenciada com olhar em custos.

Por outro lado, os recursos se escasseiam, em particular aqueles voltados para treinamento. Faltam recursos justamente para investir no treinamento que, no final, aumentaria a produtividade das corporações.

Se você concorda que essa dinâmica está se estabelecendo, com maior intensidade do que no passado, é preciso ir ao socorro de seus clientes.

Assim, acredito que o investimento em educação por parte das corporações deverá voltar-se mais para programas educacionais que tenham impacto direto no desempenho dos profissionais. Menos programas de formação de prazo longo e mais programas de treinamento funcional de curto prazo. Menos sala de aula, mais treinamento no trabalho. Assim, os recursos escassos serão alocados mais objetivamente ao que impacta nos resultados de curto prazo.

Acredito fortemente que os clientes corporativos passarão a exigir treinamentos de melhor qualidade, de maior eficácia no aprendizado da equipe.  Além disso, a necessidade das corporações se voltará mais intensamente a treinamentos menos custosos. E esse é um novo dilema, porque, em geral, qualidade e custos andam juntos: quanto maior é a qualidade mais alto será o custo, e vice-versa.

artigo 1.1

 

Toda empresa de treinamento, portanto, tem o desafio de buscar formas de melhorar a qualidade de suas ofertas de cursos sem que seus custos cresçam proporcionalmente. 0u então de reduzir seus custos sem comprometer a qualidade. Isso significa mover para cima e para a direita a curva acima, que traduz qualidade em custos.

artigo 1.2

 A qualidade de um programa educacional se traduz na eficácia da aprendizagem, tem a ver com o quanto os alunos aprendem quando fazem os cursos.  Este conceito, porém, que se define de forma vaga é muito difícil de ser medido por critérios objetivos. Fiquemos aqui com um conceito mais preciso: um programa de treinamento é eficaz se cumpre seus objetivos, se habilita  os alunos a realizar as tarefas para as quais o programa se propunha capacitá-los.

O primeiro desafio, portanto, de toda empresa de treinamento é provar que, em comparação com seus concorrentes, seus cursos são mais acessíveis para o nível de qualidade proposto. Ou que sua qualidade é melhor a custos semelhantes. Essa façanha só é alcançada com a adoção criteriosa de recursos tecnológicos. É a tecnologia que, quando bem aplicada, tem o poder de melhorar a qualidade a custos menores, dissolvendo o dilema. Tome-se um exemplo recente, o da fotografia. Foi a tecnologia digital que fez com que a curva da qualidade (granulação fina, fidelidade das cores) e custos da produção de uma foto se deslocasse de maneira drástica. E ainda, com inúmeras ferramentas de tratamento das imagens anteriormente inexistentes.


Em resumo: minha sugestão é que a empresa de treinamento mire no foco de seus clientes. E a resposta a esse foco a fará buscar formas de mover, de maneira positiva, a curva qualidade versus custos de suas ofertas. A tecnologia digital já oferece meios comprovados para isso.

Edson Fregni

Sócio Fundador

Sciere Tecnologias Educacional S.A.

(*)International Journal of Manpower, “The impact of training on productivity: evidence from a panel of Italian firms”, Volume 35, Issue 8

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